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No artigo da semana passada nós abordamos o assunto de Fisioterapia Gerontológica, no qual mostramos a importância dessa especialidade da saúde no cuidado especializado para um envelhecimento mais saudável.

Hoje, nosso artigo abordará a outra ponta da linha do tempo da vida humana: as crianças. Você verá nesta postagem como a fisioterapia pediátrica possui papel importante no desenvolvimento motor de crianças.

A fisioterapia pediátrica pode reverter ou minimizar doenças, como bronquite, por exemplo, em alguns casos evitando a necessidade futura de tratamentos com remédios ou cirurgias. Estando presente nas principais fases de desenvolvimento da criança, essa especialidade da fisioterapia pode ser de grande valia para uma adolescência e vida adulta mais saudável.

Quer saber um pouco mais sobre o assunto? Continue a leitura deste artigo.

O que é a Fisioterapia Pediátrica?

A Fisioterapia Pediátrica é uma especialidade voltada ao tratamento de recém-nascidos, bebês, crianças e pré-adolescentes. As doenças tratadas podem ser congênitas ou adquiridas depois do nascimento.

Alguns dos problemas que necessitam de auxílio de um profissional de fisioterapia pediátrica:

  • Síndrome de Down;
  • Atrofia muscular;
  • Paralisia cerebral;
  • Problemas respiratórios; e
  • Desvios posturais

Como há uma grande diversidade anatômica e fisiológica nos órgãos e sistemas de pacientes pediátricos e adultos, o enfoque da fisioterapia pediátrica precisa ser diferente para cada faixa etária.

Nota-se que o fisioterapeuta pediátrico precisa estar apto para atuar na prevenção e tratamento de doenças de origens diversas: musculares, esqueléticas, neurológicas, respiratórias.

Um ponto a se ressaltar é que o fisioterapeuta pediátrico pode exercer suas funções além de ambientes diretamente ligados à saúde, podendo atuar em associações, escolas e creches, por exemplo.

Objetivos da Fisioterapia Pediátrica

Como é sabido, a fisioterapia conta com recursos e técnicas manuais que podem prevenir agravos e tratar quadros instalados de doenças motoras, respiratórios, dentre outras.

A população infantil é um dos grupos etários mais vulneráveis e como uma grande parte das doenças pediátricas requer a atuação da fisioterapia, cabe a fisioterapia pediátrica fomentar o desenvolvimento de diversas habilidades nas crianças.

O fisioterapeuta pediátrico estará sempre em busca de proporcionar a independência da criança, para que esta esteja em melhoria constante a cada fase do tratamento. E assim a criança desenvolva habilidades motoras e cognitivas da forma correta e no tempo esperado.

Esse “tempo esperado” segue margens de normalidades esperadas a cada fase, ou seja, pode variar de criança para criança. De toda forma, existe um tempo máximo para cada situação ocorrer.

Segundo as fisioterapeutas motoras do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) Márcia Regina Vinhaes e Carla Trevisan, “a primeira etapa motora que o bebê deve alcançar é o controle de cabeça até três meses de vida. O rolar deve aparecer por volta dos cinco meses e o sentar sozinho aos seis meses. Aos oito meses, a criança deve assumir a postura sentada sozinha e aos nove meses deve engatinhar e se puxar para a postura de pé. Em torno dos 12 meses, a criança começa a andar livremente.”

Em situações onde os pais perceberem algum tipo de estagnação do desenvolvimento da criança, precisam conversar imediatamente com o pediatra para terem uma noção mais ampla do quadro da criança.

Embora tenha um papel importante no desenvolvimento da criança, o fisioterapeta precisa envolver-se com a família do paciente durante o tratamento, pois isso surte um grande efeito na recuperação e/ou evolução da criança.

Fisioterapia Pediátrica e o desenvolvimento motor de crianças

Na infância o desenvolvimento motor acontece com elevada intensidade, pois neste período existe ampla plasticidade do sistema nervoso central e assim possibilita o aumento de ganhos motores e sistemas integrados da criança.

O desenvolvimento motor é influenciável pelas interações entre a criança e o contexto em que ela está inserida. Uma vez que a criança é suscetível aos estímulos vindos do ambiente externo.

Desta forma, a casa é o principal agente de aprendizagem e desenvolvimento da criança. Segundo estudo, jogos, práticas culturais e brinquedos exercem grande influência no desenvolvimento das habilidades motoras da criança e, principalmente, no incentivo dos pais nesse processo.

O que reforça o ponto dito no tópico anterior, de que o fisioterapeuta pediátrico precisa estar envolvido com a família da criança durante o tratamento, pois no início da vida a afinidade e confiança entre pais e filhos é muito forte.

Conclusão

A fisioterapia pediátrica exerce importante função no desenvolvimento correto da criança, para que ela possa ter uma passagem para a adolescência e, posteriormente à vida adulta, saudável e sem problemas motores, respiratórios ou neurológicos.

E com os avanços da tecnologia que na área da saúde vem trazendo novas descobertas para os profissionais, métodos de prevenção de lesões vem se tornando comum. Logo, a fisioterapia pediátrica pode se beneficiar do uso dessas tecnologias e propiciar tratamentos eficazes às crianças.

Um exemplo de recurso que a tecnologia democratizou foi o dinamômetro, um equipamento capaz de medir a força aplicada em tempo real através de um aplicativo, como é o caso do dinamômetro do E-lastic.